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Depressão

Pensamentos suicidas: como pedir ajuda e apoiar alguém

Falar sobre pensamentos suicidas não aumenta o risco. Pelo contrário: pode abrir espaço para ajuda. Saiba como acolher e onde buscar apoio.

Por Bianca Auer · · 7 min de leitura

Pensamentos suicidas: como pedir ajuda e apoiar alguém

Pensamentos suicidas são mais comuns do que se imagina, e muitas pessoas sentem vergonha de falar sobre eles. O silêncio, porém, costuma aumentar o sofrimento. Falar sobre o que se sente, com alguém de confiança e com profissionais, pode abrir caminho para ajuda.

Este texto não substitui atendimento. Se você está em perigo imediato, ligue para o serviço de emergência (192 ou 190). Para apoio emocional, o CVV atende pelo 188, 24 horas por dia.

Se você está pensando em se machucar

Você não precisa dar conta sozinho. Procure alguém de confiança e diga como está. Se não conseguir falar, escreva, mande mensagem ou vá até um serviço de saúde.

Algumas atitudes que podem ajudar no momento:

- afastar-se de objetos que possam ser usados para se machucar;
- não ficar sozinho;
- buscar um lugar seguro;
- ligar para o CVV (188);
- ir a um pronto atendimento ou ligar para emergência se o risco for imediato.

Não é preciso ter certeza do que dizer. Basta começar: “eu não estou bem e preciso de ajuda”.

Se alguém está pensando em se matar

Perguntar diretamente sobre pensamentos suicidas não incentiva a pessoa a se matar. Pelo contrário: mostra que ela pode falar sem ser julgada.

Você pode perguntar: “você está pensando em se machucar ou em morrer?”. Escute sem interromper, sem minimizar e sem prometer segredo absoluto quando há risco.

Evite frases como “isso é falta de fé”, “tem gente pior” ou “você não pode fazer isso comigo”. Elas aumentam a culpa.

O que ajuda de verdade

- permanecer por perto e demonstrar cuidado;
- ajudar a pessoa a contatar um profissional ou serviço de saúde;
- reduzir o acesso a meios de se machucar, quando possível;
- não deixar a pessoa sozinha em momento de crise;
- cuidar de você também e buscar orientação.

Fatores de proteção

Vínculos de confiança, tratamento de saúde, sentido de pertencimento, apoio da família e da comunidade e capacidade de pedir ajuda são fatores importantes. A recuperação não depende apenas de força de vontade.

O papel da terapia

A Terapia Cognitivo-Comportamental e do Esquema pode ajudar a compreender os pensamentos que sustentam a dor, trabalhar a desesperança e construir um plano de segurança. Em muitos casos, o cuidado inclui acompanhamento psiquiátrico e rede de apoio.

Pedir ajuda não é desistir. É escolher continuar com apoio.

Este texto tem finalidade informativa e não substitui a avaliação de um profissional. Se você está passando por um momento difícil, procure atendimento.

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