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Vício em jogos

Adolescentes e jogos online: limites, escola e diálogo

Jogos fazem parte da vida adolescente, mas precisam de limites. Veja como conversar, combinar regras e perceber sinais de alerta.

Por Bianca Auer · · 8 min de leitura

Adolescentes e jogos online: limites, escola e diálogo

Os jogos online fazem parte da cultura adolescente. Eles oferecem diversão, amizade, competição e identidade. Proibir sem diálogo costuma gerar conflito e esconder o comportamento.

O que observar

- queda no rendimento escolar;
- sono irregular;
- isolamento da família;
- irritabilidade quando não pode jogar;
- abandono de atividades que gostava;
- mentiras sobre o tempo de jogo;
- gastos com jogos sem combinação.

Limites que funcionam

Limites precisam ser claros e previsíveis. Combine horários, tempo de jogo e consequências. Evite regras que você não consegue sustentar.

Exemplos:

- jogar depois das tarefas;
- limite de tempo nos dias de escola;
- sem jogos durante as refeições;
- pausa antes de dormir;
- combinados sobre compras dentro do jogo.

Diálogo

Pergunte o que o adolescente joga, com quem, o que gosta e o que sente. Escute sem julgar. A conversa precisa incluir o jovem na construção das regras.

Quando buscar ajuda

Se o jogo está causando prejuízo importante, se há isolamento, ansiedade, depressão ou queda escolar, procure avaliação. Em crise, CVV 188.

O objetivo não é eliminar o jogo, mas ajudar o adolescente a construir uma rotina equilibrada.

Este texto tem finalidade informativa e não substitui a avaliação de um profissional. Se você está passando por um momento difícil, procure atendimento.

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